Publicado por: alandamotta | setembro 26, 2012

522km² de desmatamento na Amazônia no mês de agosto de 2012

fonte da imagem: www.akatu.org.br

Dados oficiais do INPE mostram que no mês de agosto deste ano, com relação ao mês de agosto do ano passado, o desmatamento na Amazônia bateu recordes, aumentou 220%.

Para se ter uma ideia, somente no mês de agosto de 2012 sumiu 522km² de florestas, e no ano passado no mesmo mês, 163,3km².

Infelizmente, este episódio lamentável foi noticiado pela revista Nature, repercutindo em âmbito internacional, a falta de gerenciamento e fiscalização de nossas florestas são uma vergonha nacional, tanto pra população que fica calada pensando que o desmatamento diminuiu ou parou, quanto para o Governo Dilma, que tanto enfatizou a defesa das florestas e o desenvolvimento sustentável no Rio+20, e nada faz!

Mesmo com a aprovação do novo Código Florestal, importante ressaltar que o mesmo não legaliza o desmatamento, os crimes ainda permanecem os mesmos, e o desmatamento ocorrido neste passado mês é um crime sem limites, onde o Governo, não só o Federal, mas também o Estadual e o Municipal, são responsáveis, pelos seus órgãos ambientais, pela fiscalização e a não impunidade dos desmatadores, que na maioria são grandes fazendeiros, e não pequenos agricultores, como defende o novo Código.

A utopia prevalece, portanto, dentro da fiscalização que deve o Poder Executivo tomar, posto que a lei e a Constituição da República, lei máxima de nosso Estado, protege as matas amazônicas aplicando o Princípio do Desenvolvimento Sustentável e da Equidade Intergeracional.

Com relação as leis, nada tem a modificar, tendo em vista que tal desmatamento continua sendo crime, o que tem que mudar é a postura e a força fiscal dos Poderes Executivos federal, estaduais e municipais com relação a impunidade na sua aplicação. A falta de recursos e a falta de fiscais são as principais desculpas destes governos, então deveriam os mesmos buscar uma adequação e eficiência nas suas fiscalizações, sob pena de daqui há algumas décadas, não sobrar mais uma árvore e um animal em nossa floresta.

Destaca-se, por fim, que a floresta amazônica não é somente vista no mundo como uma região rica em árvores e em liberação de oxigênio, ela vale muito mais se aplicado o coeficiente da sua biodiversidade, que é a maior do mundo, e apenas 10% é conhecida ainda. O valor das matas com relação ao valor dos pastos para agropecuária e agricultura, como a soja, não é equivalente ao que vale a biodiversidade ali encontrada, leia-se, o valor conjunto das matas com a biodiversidade é muito maior que uma agropecuária ou agricultura instalada em seu detrimento, só uma patente de uma nova planta que cura determinada doença pode valer bilhões, o que falta é investimento e pesquisa, uma pena, talvez, de propósito que o Executivo não incrementa tal, por estar corrompido com os grandes coronéis da terra latifundiária.

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