Publicado por: alandamotta | junho 22, 2010

O SETOR DE MINERAÇÃO E O MERCADO DE CRÉDITO DE CARBONO

O mercado de créditos de carbono, embora já em funcionamento, ainda é novo na seara empresarial. Nos tempos atuais, as bolsas de valores e diversos escritórios já estão negociando os famosos e atuais créditos de carbono.

O funcionamento, embora seu procedimento pareça complexo aos olhos medianos, o que é, já que necessita de diversos especialistas no assunto para acompanhar o processo de realização dos créditos, é transparente, no ponto de vista procedimental e econômico, de que é um negócio próspero para um futuro breve, senão o de agora.

Crédito de carbono é um certificado na qual se consegue quando uma empresa realiza a redução da emissão dos gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera, ou realiza reflorestamento.

Desta forma, uma tonelada de redução de gases de efeitos estufa equivale a um crédito de carbono, certificado emitido pelo órgão competente, negociado livremente na bolsa de valores.

 As empresas que querem realizar o procedimento, no qual é chamado de “Mecanismo de Desenvolvimento Limpo” – MDL, tem prerrogativas junto aos Bancos, que na maioria financiam os projetos de MDL, ou até mesmo países e empresas privadas internacionais.

O projeto é realizado, em conjunto com alguns setores do Governo Federal, em especial, o Ministério da Ciência e Tecnologia, onde aprovam ou não o mesmo, em seus respectivos órgãos responsáveis por estes procedimentos, que são administrativos.

Alguém pergunta o porquê do mercado de créditos de carbono funcionar, e a resposta é simples, posto que o tratado internacional – Protocolo de Quioto, obriga os países signatários a reduzirem suas emissões de gases de efeito estufa, ademais que, em 2012 o mesmo expira, sendo certo que virá um novo tratado, e com mais rigidez na redução de emissão de GEE, diante da problemática do aquecimento global por nós vivenciado diariamente.

O Brasil já tem diversos projetos de MDL para serem aprovados, bem como outros já aprovados e certificados já emitidos e vendidos em bolsas de valores.

 Um critério que deve-se observar no pré-projeto de MDL é o da “adicionalidade”, ou seja, tem de existir a redução na emissão dos gases de efeito estufa (energias limpas, renováveis, eficiência energética) ou a sua absorção (reflorestamento).

Com isto, alguns exemplos de procedimentos de mecanismos de desenvolvimento limpo, para ao final gerar os certificados de créditos de carbono, também chamados de RCEs, são: redução tecnológica na queima de combustíveis fósseis, a troca de combustíveis sujos por limpos, o reflorestamento, energias renováveis, resgate do metano de aterros sanitários para a geração de energia etc.

Sendo assim, no setor de mineração, pode-se concluir que há diversos mecanismos para a redução da emissão de gases de efeito estufa, em primeiro plano, o uso de energia renovável, limpa ou mais eficiente em suas atividades, por exemplo, o uso de energia eólica, solar, a tecnologia usada para reduzir a emissão dos GEE, o uso de biocombustível até mesmo na frota da indústria, o reflorestamento da área degradada e muitas outras que dependem de análise a cada caso concreto, tendo como afirmar que onde exista geração de poluição nos dias modernos, tem um mecanismo certo e próprio para a sua redução.

Portanto, o mercado de créditos de carbono no setor da mineração já vem sendo usado pelas grandes empresas, como por exemplo, a Vale, diante da remuneração que se ganha ao final, vendendo os créditos de carbono nas bolsas de valores, e tendo investidores para os projetos, como bancos, indústrias estrangeiras etc.

O que pode ocorrer é a falta de informação de cada setor específico da economia, pois cada um tem suas peculiaridades e suas formas de combater a poluição, que deve ser informado pelos especialistas da área setorial, informando todo o procedimento e todo o custo envolvido, a forma de reduzir as emissões através de projetos sólidos, e a busca de investidores para tais projetos, ressaltando que ao final cada RCE – certificado de crédito de carbono – equivale a um valor no mercado mundial, que na data de hoje, 22/06/2010, está em US$ 15,34 por crédito.

Conclui-se que, se uma empresa realizar em 1 ano uma redução de suas emissões de GEE em 100.000 toneladas, estará recebendo 100.000 RCEs – certificado de redução de emissão (créditos de carbono), que, negociados na bolsa, darão o importe de US$ 1.534,000.00.

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Responses

  1. legal! Abçs,

  2. oii boa noite eu quero saber como e esse emiçao do credito carbonoo
    e tanbem saber como fazer para garantir o certificado, eu tenho uma
    terra de 1034 hectares será quanto de gas cabonico ela tinha para
    combater o gas de efeitos estufa espero a resposta atenciosante
    obrigado.

    • Prezado Murillo, não basta ter somente a terra, para obter a certificação de créditos de carbono, é necessário o critério da adicionalidade, ou seja, que tenha algum projeto para redução da emissão dos GEE. Por exemplo, em uma terra deste tamanho, poderia ser aproveitada para o reflorestamento, caso seja desmatada, ou outras maneiras, dependendo do critério do solo e dos recursos monetários envolvidos.
      Att.,
      Alan Motta.


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