Diversos cientistas já salientaram sobre o degelo no Ártico, assim, abrindo caminho para a chamada “passagem noroeste”, que ligará o Atlântico com o Pacífico.
Com estas novidades geológicas, como também a vultosa quantidade de gás e petróleo existente no Ártico, com o degelo, países brigarão pela reinvidicação destas áreas, e neste presente momento, já começou.
A Dinamarca, os Estados Unidos, a Rússia e a Noruega estão disputando nas Nações Unidas quem têm direito a determinadas partes, como a “passagem noroeste” e algumas extensões de áreas ricas em gás e petróleo (estes países estão hoje, 27/05/08, reunidos na Groelândia em uma Conferência debatendo questões relativas a posse de regiões no Ártico).
Note-se que a Rússia, no ano passado, em uma de suas expedições marítimas, fincou uma bandeira russa no fundo do Ártico, reivindicando uma grande área daquela região.
O Aquecimento Global gerará, além de tormentas nunca vistas pelo homem, tormentas também já vistas, ou seja, a luta por território, o “imperialismo do gelo”, pela busca do que o homem hoje começa a sentir falta, o petróleo, e quem sabe levar até a disputas militares sobre estas regiões, haja vista ser o petróleo a moeda do mundo moderno e ainda super valorizado.
Esperamos que a Organização das Nações Unidas também tome como cautela nas Mudanças do Clima estas consequências do degelo do Ártico, a busca exarcebada por territórios que detém gás natural e petróleo em riqueza inimagináveis, criando um Conselho com o objetivo de superar esta idéia que já está em pauta na ONU e nas cúpulas dos governos capitalistas.
Neste diapasão, o Direito Ambiental Internacional deve formular novas regras e Princípios que discutem a apropriação de terras do Ártico, pois sem o mesmo, poderemos entrar numa nova era imperialista com consequências desastrosas aos países em desenvolvimento e aos subdesenvolvidos, bem como eventuais conflitos militares em busca dos últimas combustíveis fósseis do Planeta.